SAMMY DAVIS JR., "THE ENTERTAINER"

Pequena biografia:

 

Sammy Davis Jr. nasceu em 08/12/25, em Harlem (Nova York). Sua vida artística (cantor, ator, dançarino e comediante) começou nos palcos com a ajuda de seu pai, quando Sammy tinha apenas três anos. Aos quatro, participou no Will Mastin’s Gang e aos sete atuou em seu primeiro filme: “Rufus Jones for President”.

Sammy, em 1941, participou de um concerto de Tommy Dorsey. Nessa situação, Sammy conhece Frank Sinatra, então vocalista do grupo. Foi o início de uma amizade que levou Sammy a abrir os shows de Frank Sinatra até 1960, quando os dois fizeram parte do elenco de “Onze Homens e um Segredo”.

No campo da música, destacam-se álbuns como “Starring Sammy Davis Jr.” e “Just For Lovers” e singles tais quais “Love or Leave Me” e “Hello, Detroit”. Sammy também participou de espetáculos da Broadway, como “Mr. Wonderful”. Sua carreira cinematográfica é extensa, incluindo filmes com o “Rat Pack” (Sammy, Frank Sinatra, Dean Martin, Peter Lawoford, Joey Bishop). Na maturidade de sua carreira, em 1972, Sammy teve seu próprio programa de televisão “Sammy and Company”.

Sua vida pessoal teve alguns momentos marcantes. Em 1953 alista-se ao exército americano para participar da II Guerra Mundial. Em 1954, em um acidente de viação, perdeu o olho esquerdo e converteu-se ao judaísmo.

O artista que pode ser descrito como um dos maiores entertainers do século sofreu muito com o preconceito racial. Conhecido por gostar de mulheres brancas, Sammy era criticado tanto pela população branca dos Estados Unidos, como pela afro-americana. Quando casou-se com Mary Britt, atriz sueca branca, Sammy chegou a receber diversas ameaças de morte.

Na década de 80, porém, Sammy começou a viver dramaticamente o que seria o declínio de sua carreira. Sua carreira limitou-se ao circuito de cassinos. Nessa década, houve dois pontos altos de Sammy: digressão em 1988 com Sinatra e Martin e aparição no filme “Tap”.

No dia 16 de maio de 1990, Sammy Davis Jr., que era fumante convicto, morreu de cancro em Beverly Hills, California.

 

Site recomendado: http://www.sammydavisjunior.com/

 

Curiosidade: Em julho de 2004, Denzel Washington revelou ao Hollywood Reporter que irá dirigir um filme sobre Sammy Davis Jr.

 

Frase: Em toda a minha vida, eu sempre fiz e faço. (Auto-biografia)

 

Música Recomendada: “For Once In My Life”. Gravada também por Frank Sinatra, Garth Brooks e Temptations.

 

For once in my life I have someone who needs me
Someone I've needed so long
For once, unafraid, I can go where life leads me
And somehow I know I'll be strong
 
For once I can touch what my heart used to dream of
Long before I knew
Someone warm like you
Would make my dreams come true
 
For once in my life I won't let sorrow hurt me
Not like it hurt me before
For once, I have something I know won't desert me
I'm not alone anymore
 
For once, I can say, this is mine, you can't take it
As long as I know I have love, I can make it
For once in my life, I have someone who needs me
"RAY, THE MOVIE" - IRRESPONSÁVEL

 

Aqui, neste  blog, o intuito é formar uma espécie de catálogo que, por mais que seja superficial, sirva como uma fonte de informações a respeito dos grandes artistas do século. A intenção é abordar de forma simples, sintética e didática.

Apesar de contradizer totalmente a idéia do blog – devido ao tom extremamente imparcial – quero fazer uma crítica do filme “Ray”. Estava ansiosa para assistir, logo fui na primeira semana de exibição. Antes do filme, como não poderia deixar de ser, tinha uma idéia de qual efeito repercutiria em mim. E aproximou-se do que aconteceu.

Não tive a oportunidade de conversar com muitas pessoas que já tenham visto o filme, mas arrisco dizer que a maioria vai gostar. E eu entendo. “Ray” traz elementos infalíveis. A escolha do protagonista que, além de carregar um talento quase unânime, tem “por fortúnio” uma vida bastante turbulenta e dramática.

Morte, pobreza, tragédia, órfão, vício, família... Existe mais algum elemento que comova qualquer ser humano? “I Got a Woman”, “You Don’t Know Me”, etc… Há alguma trilha sonora mais infalível? E outros feitos da produção, claro: cenário, atuações, cortes de cena, etc.

Apesar disso, “Ray” é irresponsável.  Todo filme, invariavelmente, surte no telespectador sentimentos, imagens, associações, idéias... E “Ray” descreve, ao longo de toda a narração, um homem fraco, sofrido, problemático, infeliz, irresponsável, etc.

Pergunto se as pessoas sairão do filme enxergando Ray Charles como o “pai do soul” ou como um homem totalmente castigado pela vida, gerando até um certo tipo de piedade. Não as culpo, já que o filme exageradamente aborda todos os problemas por quais o cantor passou.

O lado artístico, o real legado do protagonista, foi pouco e mal abordado. Ray era cantor, compositor, pianista, saxofonista e bandleader – e não só cantor e pianista. O julgamento, inevitável, de que o cantor era irresponsável, fraco, etc. peca pelo erro, já que assumimos valores atuais e não os de décadas atrás.

A minha pergunta é: se a moda pega, vão retratar Frank Sinatra como um homem fraco que chegou a duas tentativas de suicídio? Tanto Frank, como Ray eram humanos – e suas vidas também. Explorá-las em um filme pode fazer a discussão perder-se no drama e ignorar suas genialidades. Irresponsabilidade.

 

NAT KING COLE , “O REI DO SWING”

 

 

Nat King Cole, filho de Reverendo Edward Jones Coles e Pelina Adams Cole, nasceu na cidade de Alabama, Estados Unidos. O ano de seu nascimento, porém, não pode ser definido com precisão, já que o próprio artista utilizava três anos em seus documentos: 1915, 1916 e 1919.

Nat aprendeu a tocar piano na sua infância com sua mãe, única professora. Aos 11 anos, Nat já tocava o instrumento na igreja de seu pai. Mas foi no colegial que o artista começou a seguir seu próprio caminho, formando uma banda de jazz.

A descoberta do talento para cantor foi em um bar de Los Angeles. Um dos espectadores pediu que o pianista cantasse. Nat, com uma postura resistente, só cantou quando o proprietário do bar pediu-lhe que o fizesse.

A genialidade de Nat King Cole aparece na transição do jazz da “Idade do Ouro” para o “Swing”, influenciando grandes cantores, como Frank Sinatra e Oscar Peterson. As vendas de seus discos, da companhia “Capital Recordes” chegaram ao impressionante número de 50 milhões.

Nat King, além de cantor e pianista, era um ativista que lutava por direitos civis e problemas sociais da época. O cantor chegou a recusar diversas vezes cantar em lugares que não permitissem a presença de negros.

O cantor foi o primeiro negro a ter seu próprio programa de rádio e, posteriormente, de televisão. No rádio (1946), o cantor tocava durante meia hora sábado à tarde de qualquer cidade que estivesse. Já na televisão (1956), Nat enfrentou problemas pelo fato de ser negro – os anunciantes temiam fazer propaganda e perder principalmente clientes do sul.

A vida pessoal de Nat foi bastante turbulenta. O primeiro casamento (1936), com a dançarina  Nadine Robinson, foi um fracasso. Seu segundo casamento (1946), com a cantora Maria Ellington, rendeu-lhe cinco filhos – sendo um deles Natalie, cantora atualmente conhecida.

Nat King sofreu muito com a rivalidade e a inveja de sua família. Além disso, teve problemas fiscais e de saúde, principalmente.

No dia 15 de fevereiro de 1965, Nat King Cole faleceu de câncer. A doença é, freqüentemente, atribuída ao hábito do cantor de fumar diariamente três maços de cigarros.

 

Site Recomendado: http://www.geocities.com/blackprincess123/NKClyrics.html Neste site, estão disponíveis letras das músicas de Nat King.

 

Frase: “A melhor coisa que você vai aprender é somente amar, e ser amado de volta”.

 

Música Recomendada: “Straighten Up And Fly”, faixa do disco com o mesmo nome (1942), é uma das mais aclamadas músicas da primeira fase do cantor: o jazz.

A buzzard took a monkey for a ride in the air,
The monkey thought that everything was on the square.
The buzzard tried to throw the monkey off his back,
The monkey grabbed his neck and said, "Now listen, Jack..."

"Straighten up and fly right,
Straighten up and fly right
Straighten up and fly right
Cool down, papa, don't you blow your top."
"Ain't no use in divin',
What's the use in jivin'?
Straighten up and fly right
Cool down, papa, don't you blow your top."

The buzzard told the monkey, "You're chokin' me.
Release your hold and I'll set you free."
The monkey looked the buzzard right dead in the eye and said,
"Your story's so touching, but it sounds jes' like a lie."

"Straighten up and fly right
Straighten up and stay right
Straighten up and fly right
Cool down, papa, don't you blow your top."

~interlude~

"Straighten up and fly right
Straighten up and stay right
Straighten up and fly right
Cool down, papa, don't you blow - your - top."

Fly right!

 

RAY CHARLES - "O PAI DO SOUL"

Ray Charles Robinson nasceu em Albany (Geórgia) no dia 23 de setembro de 1930. Originário de família pobre, Ray teve uma vida muito turbulenta. Aos seis anos, Ray teve glaucoma – o que lhe deixou cego.

Sua mãe Aretha dedicou-se extremamente a limitar as conseqüências da deficiência de seu filho. Ray, então, aprendeu a ler e escrever músicas em braile.

Aos 16 anos, Ray - que já havia perdido seu pai Baily - viu sua mãe falecer, tornando-se, então, órfão. Apesar disso, o cantor nunca desistiu de sua carreira. É considerado um dos inventores do soul, ao misturar R&B, gospel, rock e jazz. Ray era cantor, compositor, pianista, saxofonista e bandleader.

Mas foi na década de 50 que Ray deslanchou. Em 1951, teve sua primeira música nas dez mais tocadas – “I Got A Woman”. Ao longo de sua carreira, o cantor foi premiado com 12 Grammys - destacando-se a época de 1960 a 1966, na qual houve nove entregas ao cantor por músicas como “Hit The Road, Jack” e “I Can’t Stop Loving You”.

Na década de 60 (considerada o auge de Ray), o cantor teve que se afastar para tratamento anti-narcótico. Chegou até a ser condenado por porte de heroína. Na volta do afastamento, Ray abandonou suas raízes de soul e dedicou-se a pop. Foi nessa época que músicas como “Let’s Go Get Stoned”.

O cantou já veio diversas vezes para o Brasil. Numa delas (1995), promoveu um show de arrecadação totalmente beneficente no Parque do Ibirapuera, São Paulo, com mais de 155 mil espectadores. Ray gravou, em 1994, uma propaganda de cerveja com tema da Copa do Mundo ao lado da cantora brasileira Daniela Mercury.

No dia 10/06/04, Ray Charles morreu às 11h35 em sua casa, localizada em Beverly Hills. Segundo o assessor do cantor informou na época, Ray morreu ao lado de seus familiares de uma doença de fígado.

 

Site Recomendado: www.raycharles.com Neste site, existe até uma auto-biografia de Ray!

 

Frase: “Pelo que eu posso lembrar, música sempre foi algo extraordinário em minha vida”.

 

Música Recomendada: “I Got A Woman”. A primeira música de Ray Charles a fazer sucesso tem um tom bastante simbólico de sua música – a clara mistura de jazz e R&B. Já foi gravada por cantores sagrados, como Johnny Rivers.

 

She's (He's) good to me, Oh yeah!
Well, I got a woman (Sweetie) way over town
She's (He's) good to me, Oh yeah!
Now she's (he's) my dreamboat, oh, yes indeed
She's (He's) just the kind of girl (man) I need
I found a woman (sweetie) way over town
She's (He's) good to me, oh, yeah!
 
I save my kisses and all my huggin' 
Just for her, Oh, yeah!
I save my kisses and all my huggin' 
Just for her, Oh yeah!
When I say baby please take my hand
She holds me tight She's my lover girl
I found a woman (sweetie) way over town
She's good to me
FRANK SINATRA, "THE VOICE"

Pequena biografia:

Frank Sinatra nasceu em dezembro de 1915, na cidade de Hoboken (New Jersey). Em 1933, aos 18 anos, o cantor soube que seria músico. No começo da carreira, Frank Sinatra, com cantores como Nat King e Sammy Davis, participou do grupo RAT PACK. Em 1942, por sua vez, "blue eyes" começou sua carreira solo, conquistando milhares de fãs - as garotas "bobby soxers". Seu portfólio musical é formado por cerca de 1.800 gravações e 9 prêmios Grammy.

Participou também do cinema, chegando até a ganhar um Oscar como ator coadjuvante pelo filme "From Here to Eternity". Entre suas aparições no cimena, destacam-se, também, filmes em grande companhia, como Gene Kelly e Bing Crosby em "Higher and Higher".

Sua vida pessoal, quase tão merecedora de comentários que seu talento, foi bastante conturbada. Teve três casamentos. O primeiro deles foi com Nancy Barbato. O qual lhe rendeu, além de três filhos, parcerias como em "Something Stupid". Seu último casamento, em 1976, com Barbara Marx lhe trouxe estabilidade, permanecendo casado até sua morte em 98.

Problemas amorosos, como a recusa por parte de Nancy de lhe conceder o divórcio fizeram com que Frank tentasse o suicídio por duas vezes. Mas, não obtedo sucesso, viveu por pouco mais de 82 anos, morrendo de ataque cardíaco em  1998 no Hospital Cedars-Sinai, de Los Angeles.

Site recomendado: http://members.tripod.com/~JAM_Ze/

Frase: "Não me importo de ser acusado de adorar as mulheres -- só não me acusem de odiar algumas delas."

Música recomendada: Moon River. Música de muito sucesso na época. Com interpretações de Louis Armstrong a Barbra Streisand, destaca-se a de Fran Sinatra. A proximidade do cantor ao ouvinte é o grande diferencial dessa música - o maior "instrumento" da música é a própria voz de Frank. Uma curiosidade é a de que essa música ficou muito conhecida no filme "Bonequinha de Luxo", no qual Audrey Hepburn a canta na janela de seu apartamento.

Moon River
Wider than a mile
I'm crossing you in style
Someday
Oh, dream maker
You heartbreaker
Wherever you're going
I'm going your way.
Two drifters
Off to see the world
There's such a lot of world to see
We're after the same rainbows end
And waiting round the bend
My huckleberry friend
Moon River
And me.

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